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# Riscos de se utilizar solução que adota Multi-tenant SaaS para Embedded Analytics

### Política de preços e contratação da capacidade

Trabalhamos exclusivamente com os preços oficiais da Microsoft, sem qualquer markup adicional sobre o custo da capacidade. A contratação da capacidade é realizada diretamente no portal do Azure, com total transparência e acompanhamento do cliente durante todo o processo.

Inclusive, se o cliente já tiver capacidade contratada ou quiser contratar a capacidade com outro parceiro Microsoft, não tem problema nenhum.

O Power Embedded não exige que a contratação da capacidade precise ser feita tendo a AzureBrasil como parceira de Azure, embora seja bem interessante para os clientes.

Essa abordagem garante conformidade com os termos de licenciamento da Microsoft, rastreabilidade da cobrança e governança completa sobre os recursos provisionados.

### Conformidade com licenciamento Microsoft e práticas proibidas

Existem práticas no mercado que tentam reduzir o custo do Power BI Embedded utilizando abordagens não suportadas pela Microsoft, como:

* Uso de licenças Power BI Pro ou Premium Per User (PPU) para cenários de embedding em produção (App Owns Data).
* Técnicas para reutilização de tokens expirados ou autenticação fora do fluxo suportado.

De acordo com a documentação oficial da Microsoft, **licenças Pro ou PPU são destinadas apenas a cenários de desenvolvimento, teste ou embed para usuários autenticados, e não substituem uma capacidade dedicada em produção**.

Para ambientes produtivos de embedding (especialmente com usuários externos), **é obrigatória a contratação de uma capacidade dedicada (A, EM, P ou F SKU)**.

A adoção dessas práticas fora dos cenários suportados **viola os termos de licenciamento da Microsoft** e pode resultar em penalidades contratuais, auditorias, suspensão de serviços e riscos legais.

Usar Pro/PPU + embed externo **pode ser explorado como data exfiltration vector**. Se um token vazar (log, browser, proxy, devtools), **qualquer pessoa pode acessar TODOS os relatórios de TODOS os clientes que estão naquele tenant**.

Por esse motivo, não implementamos soluções que burlam o modelo oficial de licenciamento, mesmo quando isso implica a perda de oportunidades comerciais.

### Estratégia de capacidade e isolamento de clientes

Outra abordagem comum para redução de custos é consolidar múltiplos clientes em uma única capacidade compartilhada, em um único tenant, onde os dados são gerenciados pelo fabricante do software e o cliente passa a ter apenas um usuário para acessar e publicar os painéis ao invés de ser o dono da informação e com todos os controles de auditoria e segurança do ambiente.

Embora tecnicamente possível, essa prática **impacta diretamente desempenho, previsibilidade e governança**, pois a capacidade é um recurso computacional compartilhado (CPU, memória e throughput), sujeito a contenção e throttling quando sobrecarregado.

Quando múltiplos clientes compartilham o mesmo tenant e a mesma identidade técnica, qualquer erro de configuração (RLS, dataset, workspace, app, token) pode **expor dados de um cliente para outro** e esse é **um dos maiores riscos de segurança em Power BI Embedded SaaS.**

Um único usuário técnico para todos os clientes significa:

* Sem segregação de identidade
* Sem RBAC real por cliente
* Sem controle de acesso granular
* Sem Conditional Access por organização

Isso **viola princípios básicos de segurança corporativa (Zero Trust)**.

Quando o cliente não é dono do tenant:

* Ele não vê logs de acesso
* Não controla auditoria Purview
* Não controla Defender for Cloud Apps
* Não controla quem acessou quais dados
* Não pode provar compliance

Um único usuário de publicação/embedding significa:

* Se a credencial vazar → **todos os clientes são comprometidos**
* Se alguém sair da empresa → risco insider threat
* Se token for interceptado → acesso global

O cliente deixa de ser:

* Data Controller
* Tenant Owner
* Responsible Party

Em GDPR/LGPD, isso pode caracterizar **processamento sem controle do controlador**, aumentando responsabilidade legal.

A Microsoft recomenda:

* isolamento por tenant ou capacidade
* controle de identidade via Entra ID
* segregação multi-tenant arquitetural
* RLS + workspace segregation

Multi-tenant SaaS com Power BI **é possível**, mas exige arquitetura formal (App Owns Data + isolation patterns). O modelo “todos os clientes em um tenant com um usuário” **não é considerado arquitetura enterprise**.

Para garantir qualidade de serviço, previsibilidade de performance e isolamento operacional, recomendamos e implementamos arquiteturas onde cada cliente possui sua própria capacidade dedicada ou, no mínimo, isolamento lógico controlado, conforme as melhores práticas de planejamento de capacidade da Microsoft.

### Riscos de segurança

A utilização de abordagens não suportadas para reduzir custos no Power BI Embedded introduz **riscos críticos de segurança, governança e compliance**, incluindo:

#### **Exposição indevida de dados**

O uso de licenças Pro ou PPU em cenários de embedding externo (App Owns Data) pode levar a falhas de isolamento entre tenants, usuários e workspaces, resultando em **vazamento de dados entre clientes ou usuários finais**.

A Microsoft recomenda o uso de capacidade dedicada para garantir isolamento de recursos e controle de acesso.

#### **Risco de comprometimento de tokens e autenticação**

Práticas como reutilização de tokens expirados, cache manual de tokens ou autenticação fora do fluxo suportado (OAuth 2.0 com Azure AD / Entra ID) podem:

* Permitir **acesso não autorizado a relatórios e datasets**
* Viabilizar **sequestro de sessão (token hijacking)**
* Violar políticas de Conditional Access e Zero Trust

A Microsoft define que os tokens devem ser emitidos e validados conforme os fluxos oficiais de autenticação e autorização.

#### **Quebra de isolamento entre clientes (multi-tenant risks)**

Consolidar múltiplos clientes em uma única capacidade sem isolamento arquitetural adequado pode causar:

* Acesso lateral entre tenants (cross-tenant data exposure)
* Falhas de governança e auditoria
* Dificuldade de aplicação de políticas de retenção, DLP e eDiscovery

A Microsoft recomenda isolamento por capacidade ou segregação arquitetural para cenários multi-tenant corporativos.

#### **Impossibilidade de compliance corporativo**

Arquiteturas fora do modelo oficial dificultam ou inviabilizam:

* SOC 2 / ISO 27001
* GDPR / LGPD
* Auditorias de licenciamento Microsoft
* Controles de RBAC, Purview e Microsoft Defender

Ambientes corporativos exigem **arquiteturas suportadas oficialmente**, com trilhas de auditoria e governança nativas.

### Conclusão

A adoção de práticas não suportadas pode resultar em:

* Violação dos Microsoft Product Terms e contrato de licenciamento
* Auditorias de compliance e multas contratuais
* Suspensão de serviços ou tenant
* Risco legal e reputacional para a empresa

Ambientes corporativos exigem **arquiteturas suportadas oficialmente**, com trilhas de auditoria e governança nativas.

Por esse motivo, seguimos exclusivamente arquiteturas suportadas oficialmente pela Microsoft e alinhadas às melhores práticas de segurança e governança.
